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Diretora do Departamento de Aids, Mariângela Simão, vai a POA discutir a gravidade da epidemia
24/02 17:46
 

24/02/2010 - 11h55

A Diretora do Departamento de Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, estará em Porto Alegre nesta quinta-feira (25) cumprindo duas agendas para discutir a situação da epidemia da aids na cidade e no Rio Grande do Sul.

No período da manhã, Mariângela vai se reunir com os vereadores de Porto Alegre, a convite da Frente Parlamentar de Luta Contra as DST/HIV e Aids, para falar da gravidade dos dados epidemiológicos da cidade. À tarde, a diretora do Departamento de Aids estará na reunião ordinária do Conselho Estadual de Saúde conversando com representantes do governo e da sociedade civil com o objetivo de provocar uma maior reflexão e pensar em possíveis estratégias comuns de enfrentamento da doença no Estado.

Os dados epidemiológicos apresentados em novembro do ano passado pelo Ministério da Saúde têm preocupado bastante a população gaúcha. Embora os grandes centros urbanos do país tenham registrado uma queda de 15% na taxa de incidência de aids entre 1997 e 2007, Porto Alegre, ao contrário, apresentou a maior taxa de incidência entre as cidades brasileiras, com 111,5 por 100 mil habitantes.

Aa situação da Região Sul, e mais precisamente no RS. é ainda mais preocupante, pois as 15 cidades com maior incidência estão no Estado:

1. Porto Alegre (RS): 111,5
2. Camboriu (SC): 91,3
3. Canoas (RS): 83,0
4. Itajaí (SC): 81,2
5. São Leopoldo (RS): 72,9
6. Alvorada (RS): 72,8
7. Sapucaia do Sul (RS): 70,3
8. Viamão (RS): 68,5
9. Balneário Camboriu (SC): 67,9
10. Cruz Alta (RS): 64,9
11. Rio Grande (RS): 59,4
12. Florianópolis (SC): 57,4
13. Esteio (RS): 56,7
14. Cachoeirinha (RS): 54,0
15. Guaíba (RS): 53,0,
16. Pelotas (RS): 51,9
17. Gravataí (RS) 49,9
18. Camaquã (RS): 47,7
19. Criciúma (SC): 47,1
20. Novo Hamburgo (RS): 44,6

“Os dados justificam a necessidade de contínuo investimento em ações descentralizadas, respeitando as especificidades de cada local, sem perder o foco de que a epidemia no Brasil é concentrada”, afirmou Mariângela Simão.

Para o coordenador do Grupo SOMOS, Comunicação, Saúde e Sexualidade – instituição que participa das instâncias de controle social no estado e município - Gustavo Bernardes, a ida de Mariângela a Porto Alegre “demonstra que a gestão das políticas de aids em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul são motivo de preocupação não só da sociedade civil ,como também da gestão federal".

Redação da Agência de Notícias da Aids com informações do Grupo SOMOS

Autor: Redação da Agência de Notícias da Aids com informa
  

 

 

 

 

 

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