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Direitos Humanos - na abertura do Congresso da CPLP em Lisboa
22/03 17:23
 

“A aids é a doença da igualdade e a violação dos direitos humanos compromete os avanços contra essa doença”, afirmou Chequer

O sanitarista destacou também que o acesso universal ao tratamento da aids até 2010, desejo das Nações Unidas e das principais organizações humanitárias que atuam na área, não foi possível, mas que todos os esforços devem continuar para que em cinco anos essa meta seja cumprida.

“Alguns países reclamam do preço do tratamento antirretroviral para tratar seus doentes de aids, mas isso é um problema ultrapassado. Os genéricos e os vários apoiadores internacionais, como a Fundação Clinton, tornaram o tratamento uma realidade para qualquer país”, comentou.

De acordo com o último relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre o acesso ao tratamento contra a aids, 4 milhões de pessoas recebiam antirretrovirais em 2008, mas em muitos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, menos da metade do número de pessoas que precisavam de medicamento os tinham.

Além do acesso universal, Chequer citou como as prioridades do Unaids na CPLP e no mundo a redução da transmissão do HIV por via sexual, responsável hoje por 80% das novas infecções; a diminuição da mortalidade entre mães e bebês; o combate à tuberculose; a prevenção entre homens que fazem sexo com homens, travestis, transsexuais e usuários de drogas injetáveis; o enfrentamento da violência contra as mulheres; o empoderamento dos jovens; e a inclusão das pessoas vivendo com HIV no mercado de trabalho.

Antônio Gerbase, técnico em HIV e aids na OMS, indicou aos governantes e coordenadores de programas contra a aids da CPLP que dêem atenção especial à sociedade civil.

“Agora para qualquer assunto que a OMS vai se pronunciar ou fazer indicações acerca da aids é feito antes uma consulta científica e com a sociedade civil”, comentou. “Temos com isso mais trabalho e mais gastos, mas também passamos a ter mais credibilidade”, acrescentou.

Representando justamente a sociedade civil na abertura do evento, a Presidente da Direção da Abraço - Associação portuguesa de Apoio às Pessoas com HIV/aids, Margarida Martins, disse que “a sociedade civil precisa ser vista como parceira e não como parente pobre” na resposta contra a epidemia.“Sem sociedade civil, não há prevenção do HIV”, afirmou.

Martins, que representa a Rede de Pessoas vivendo com HIV e aids em Portugal, lembrou que a CPLP precisa de mais apoio financeiro para continuar a progredir na luta contra essa doença.

Participou ainda da mesa de abertura do congresso, a representante do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) no Brasil, Marie-Pierre Poirier, entre outros.

Leia mais: http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=14337

Autor: Agência de Notícias da Aids
  

 

 

 

 

 

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