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Vírus da aids é controlável, o preconceito, não, diz presidente de ONG
22/03 17:50
 

Brasília - No ano em que o Estatuto da Criança e do Adolescente completa duas décadas, alguns desafios ainda precisam ser superados: um deles é a discriminação das crianças portadores do vírus HIV.

A organização não governamental (ONG) Vida Positiva luta diariamente contra esse preconceito. Localizada em Taguatinga, cidade do Distrito Federal, a casa atende hoje 17 crianças entre 4 e 16 anos, algumas na casa em horário de creche, outras em tempo integral, todas atendidas por 11 funcionários.

O trabalho é coordenado pela presidente da ONG, Vicky Tavares, chamada de “vovó Vicky”, pelas crianças. Todas são tratadas com disciplina, responsabilidade e respeito entre si. Rotineiramente fazem exames de carga viral (para medir a quantidade do vírus na corrente sanguínea), assim como o CD4 (indicador das condições imunológicas do paciente).

A casa conta essencialmente com parcerias e doações. Apesar da luta para captar recursos, a maior dificuldade ainda é o preconceito.

“O vírus da aids é controlável, o preconceito, não! Nós ainda precisamos de informação sobre o HIV de uma forma contínua e não apenas no carnaval ou em 1º de dezembro, o Dia Mundial de Combate à aids.”

Vicky lembra que a ONG já foi alvo de preconceitos diversos. Vizinhos jogavam água para “lavar o vírus,” pais foram protestar nas escolas exigindo a retirada das crianças portadoras do HIV e, em alguns casos, agressões físicas às crianças. Hoje, a Vida Positiva conta com um advogado que se preciso aciona judicialmente toda e qualquer ação de preconceito aos menores atendidos.

As crianças que se abrigam a casa em horário de creche muitas vezes pedem para permanecer nos fins de semana. Muitas delas querem evitar o convívio com os pais, que em alguns casos são usuários de drogas, ou simplesmente para ter a oportunidade de fazer suas refeições regularmente.

O trabalho assistencial é feito há oito anos e a três está à frente da Vida Positiva. Ao falar dos desafios enfrentados para manter viva a iniciativa, Vicky responde categoricamente: “O financeiro é importante, pois mantêm o trabalho ativo, mas tenho dificuldade realmente dificuldade de encontrar alguém preparado de uma munição chamada amor. Não posso receber pessoas despreparadas para ajudar no trabalho com as crianças,” conclui.


Autor: Agência Brasil
  


 

 

 

 

 

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